PRA/SARDS

A retina caracteriza-se por ser uma fina camada de tecido nervoso localizada no fundo do olho, e é responsável pela transformação da luz em estímulos nervosos, que permitem a formação de imagens no cérebro.

Existem diversas doenças congénitas e adquiridas que afetam a retina em cães e gatos. No entanto, as mais frequentes consistem na Atrofia Progressiva da Retina (PRA) e a Degeneração Súbita Adquirida da Retina (SARDS).

A Atrofia Progressiva da Retina deve-se a uma degeneração de células na retina (denominadas fotorrecetores). Numa fase inicial, a doença é caracterizada pela perda de visão noturna. Infelizmente, e após um período de um ou dois anos, a visão pode ser perdida na sua totalidade.

A Degeneração Súbita Adquirida da Retina consiste num conjunto de alterações morfológicas e permanentes de várias camadas da retina. Em termos clínicos, os animais apresentam cegueira súbita e pupilas dilatadas.

Não se conhece atualmente a causa de ambas as doenças, e o seu diagnóstico é obtido através um exame oftalmológico completo, incluindo o estudo do fundo do olho. A perda de função da retina pode ser confirmada por um exame denominado eletrorretinografia.

Atualmente, não existe nenhum tratamento eficaz para estas doenças. No entanto, estas são indolores e os animais  adaptam-se relativamente bem à perda de visão, especialmente com a ajuda dos seus tutores, uma vez que utilizam os restantes sentidos para compensar a falta de visão.

A retina caracteriza-se por ser uma fina camada de tecido nervoso localizada no fundo do olho, e é responsável pela transformação da luz em estímulos nervosos, que permitem a formação de imagens no cérebro.

Existem diversas doenças congénitas e adquiridas que afetam a retina em cães e gatos. No entanto, as mais frequentes consistem na Atrofia Progressiva da Retina (PRA) e a Degeneração Súbita Adquirida da Retina (SARDS).

A Atrofia Progressiva da Retina deve-se a uma degeneração hereditária dos fotorrecetores presentes nesta estrutura intraocular.  Numa fase inicial, a doença é caracterizada pela perda de visão noturna. Infelizmente, e após um período de um ou dois anos, a visão pode ser perdida na sua totalidade. Adicionalmente, por vezes ocorre o desenvolvimento de cataratas bilaterais alguns anos após o início dos sinais clínicos. Os achados clínicos na oftalmoscopia incluem hiperrefletividade tapetal e atenuação vascular da retina.

A Degeneração Súbita Adquirida da Retina consiste num conjunto de alterações morfológicas e permanentes de várias camadas da retina, de causa desconhecida. Em termos clínicos, os animais apresentam cegueira ao longo de um período de dias ou 1-2 semanas, e midríase. Numa fase inicial não são identificáveis alterações na oftalmoscopia, embora estas possam surgir ao longo do tempo. Os animais afetados são geralmente saudáveis, embora alguns apresentem um quadro clínico sugestivo de hiperadrenocorticismo.

O  diagnóstico de ambas as doenças é obtido através um exame oftalmológico completo, incluindo a realização de oftalmoscopia, o que possibilita um estudo morfológico da retina. O estudo da função retinal, através de eletrorretinografia, e em conjunto com o quadro clínico, permite distinguir entre PRA e SARDS. Atualmente, não existe nenhum tratamento eficaz ou curativo para PRA e SARDS. Por vezes, podem ser prescritos antioxidantes orais, que já demonstraram alguns efeitos benéficos em doenças retinais degenerativas em humanos. No entanto, a sua eficácia ainda não foi cientificamente comprovada em animais. Não obstante, estas doenças são indolores, e os animais  adaptam-se relativamente bem à perda de visão, especialmente com a ajuda dos seus tutores, uma vez que utilizam os restantes sentidos para compensar a falta de visão.