O cristalino é uma estrututura intraocular que se localiza posteriormente à íris (parte colorida do olho). As cataratas consistem numa opacificação do cristalino e ocorrem frequentemente em animais adultos e seniores, embora possam ocorrer em qualquer idade. No que diz respeito à sua causa, as cataratas podem ser congénitas, hereditárias ou secundárias a outros problemas, como diabetes ou outros problemas oculares (inflamação, trauma). Para além de cães e gatos, esta doença ocorre frequentemente também em equinos, para os quais dispomos igualmente de meios para a diagnosticar e tratar. O diagnóstico é obtido através da realização de um exame oftalmológico completo, e o único tratamento disponível atualmente corresponde a uma técnica cirúrgica, denominada facoemulsificação, que consiste na destruição da catarata por ultrassons. Posteriormente, é colocada uma nova lente intraocular transparente, de forma a substituir o cristalino e devolver a visão ao paciente. A taxa de sucesso cirúrgico é elevada, cerca de 90 a 95%.
O cristalino é uma estrututura intraocular que se localiza posteriormente à íris. As cataratas consistem numa opacificação do cristalino.
No que diz respeito à sua causa, as cataratas podem ser congénitas, hereditárias ou secundárias a doenças sistémicas, como diabetes ou outros problemas oculares (uveíte, trauma). As cataratas congénitas são geralmente não progressivas e são formadas durante o desenvolvimento lenticular fetal. Por este motivo, são maioritariamente diagnosticadas nos primeiros meses de vida do animal e especialmente em raças como Schnauzer Miniatura, Boston Terrier e West Highland White Terrier. Adicionalmente, as cataratas congénitas podem ter origem materna, quando resultantes da exposição in utero a tóxicos ou agentes infecciosos. As cataratas hereditárias são as mais frequentemente diagnosticadas, especialmente em animais adultos e seniores. Até aos dias de hoje, não se conhece exatamente a patogénese associada à formação de cataratas hereditárias, mas a sua localização anatómica, progressão, natureza bilateral e ausência de outras causas identificáveis, permite o seu diagnóstico presuntivo. A diabetes mellitus encontra-se frequentemente associada ao rápido desenvolvimento de cataratas simétricas, devido a alterações nas vias metabólicas do cristalino. Estas alterações resultam na sua intumescência, que está associada a um aumento do extravazamento de proteínas do cristalino e maior risco da sua ruptura.
Para além de cães e gatos, esta doença ocorre frequentemente também em equinos, para os quais dispomos igualmente de meios para a diagnosticar e tratar.
A uveíte induzida pelo cristalino está presente em quase todos os estadios da catarata e deve-se a um extravazamento de proteínas do cristalino para a câmara anterior. Os sinais comuns de uveíte anterior são miose, pressões intraoculares baixas, efeito de Tyndall e congestão episcleral. A uveíte anterior coloca o olho em risco de cegueira e complicações dolorosas, como aderências da íris ao cristalino, glaucoma, luxação do cristalino e descolamento de retina.
O diagnóstico é obtido através da realização de biomicroscopia, e o único tratamento que existe atualmente corresponde a uma técnica cirúrgica, denominada facoemulsificação, que consiste na destruição da catarata por ultrassons. Posteriormente, é normalmente colocada uma nova lente intraocular transparente, de forma a substituir o cristalino e devolver a visão ao animal. A maioria dos animais recupera alguma visão no dia seguinte à cirurgia, mas frequentemente leva algumas semanas para que a visão seja totalmente recuperada, à medida que a inflamação intraocular pós-cirúrgica diminui.
A taxa de sucesso cirúrgico é elevada, cerca de 90 a 95%, sendo que esta está intimamente relacionada com a rapidez do diagnóstico após o desenvolvimento das cataratas, e subsequente controlo da uveíte induzida pelo cristalino. Assim, estes casos devem ser referenciados o mais brevemente possível.
