A córnea consiste numa estrutura transparente, localizada na zona mais externa do olho. As úlceras da córnea consistem em defeitos nesta estrutura e são, maioritariamente, causadas por eventos traumáticos. O seu prognóstico é variável e depende da profundidade e extensão da lesão, assim como da existência ou não de infeção bacteriana concomitante.
O diagnóstico de úlceras corneais é alcançado através da realização de um teste de fluoresceína que cora estas lesões, se estiverem presentes.
O tratamento médico de úlceras de córnea é adaptado a cada situação, e pode incluir a administração de antibióticos tópicos para controlar infecções bacterianas, lágrima artificial para proteger a superfície da córnea e medicamentos para o controlo de dor. Em casos de úlceras profundas, poderá estar indicada a reconstrução cirúrgica da lesão corneal através da implantação de tecidos biológicos.
As úlceras de córnea, ou queratite ulcerativa, consistem numa das doenças oftalmológicas mais comuns. Esta ocorre aquando de uma disrupção do epitélio corneal, expondo o estroma subjacente.
Os animais afetados apresentam frequentemente epífora, blefarospasmo, fotofobia, hiperémia conjuntival, edema corneal e, por vezes, miose. As causas para o desenvolvimento de úlceras da córnea incluem eventos traumáticos, alterações palpebrais (entrópion, distiquíase, cílios ectópicos) e queratoconjuntivite seca. É importante identificar a causa inicial, de forma a prevenir recorrências no futuro.
O seu prognóstico é variável e depende da profundidade e extensão da lesão, assim como da existência ou não de infeção bacteriana concomitante. Assim, úlceras superficiais e estromais apresentam um melhor prognóstico do que descemetocelos, situações nas quais todo o estroma corneal se encontra ausente, permanecendo apenas a membrana de Descemet e uma camada fina de endotélio. Estes casos constituem urgências e devem ser referenciados para um Oftalmologista de forma a obter de tratamento imediato, uma vez que existe risco iminente de perfuração ocular.
O diagnóstico de úlceras corneais é alcançado através da realização de um teste de fluoresceína que cora estas lesões, se estiverem presentes.
O tratamento médico de úlceras de córnea é adaptado a cada situação, e pode incluir a administração de antibióticos tópicos e/ou orais para prevenir ou controlar infecções bacterianas, lacrimomiméticos para proteger a superfície da córnea e analgésicos. Em casos de úlceras profundas e descemetocelos, está indicada a reconstrução cirúrgica da lesão corneal através da implantação de tecidos biológicos como a membrana amniótica, Biosis, e/ou enxertos conjuntivais, de forma a conferir suporte tectónico.
