Entrópion

O entrópion é definido como a inversão de toda ou parte da margem palpebral, ficando a pele em contato com a superfície da córnea. O entrópion é comum em diversas raças e pode afetar animais de todas as idadades. A maioria dos casos deve-se a um defeito hereditário, apesar da sua base genética não ser bem conhecida. Algumas raças frequentemente afetadas incluem o Bulldog Inglês, Chow Chow, Shar Pei, Labrador Retriever e Rottweiler.

Os sinais clínicos secundários à irritação crónica causada pela posição invertida da pálpebra incluem epífora, blefaroespasmo, secreção mucopurulenta e hiperémia conjuntival. O tratamento definitivo para o entrópion é através de uma técnica cirúrgica denominada Hotz-Celsus modificado, que tem como objetivo remover uma porção da pele palpebral, pertencente à zona do entrópion. Até à realização da cirurgia, devem ser aplicados colírios lubrificantes, de modo a que a superfície da córnea seja protegida da irritação crónica do entrópion.

O entrópion é definido como a inversão de toda ou parte da margem palpebral, ficando a pele em contato com a superfície da córnea. O entrópion é comum em diversas raças e pode afetar animais de todas as idades. A maioria dos casos deve-se a um defeito hereditário, apesar da sua base genética não ser bem conhecida. Algumas raças frequentemente afetadas incluem o Bulldog Inglês, Chow Chow, Shar Pei, Labrador Retriever e Rottweiler. Esta patologia pode ser classificada de acordo com o grau de inversão palpebral, tendo os casos ligeiros um grau de inversão inferior a 45 graus, e os casos severos um grau de inversão superior a 180 graus. 

Os sinais clínicos secundários à irritação crónica causada pela posição invertida da pálpebra incluem epífora, blefaroespasmo, secreção mucopurulenta e hiperémia conjuntival. O tratamento definitivo para o entrópion é através de uma técnica cirúrgica denominada Hotz-Celsus modificado, que tem como objetivo excisar a pele de forma que permita a eversão da área entrópica da margem palpebral. Até à realização da cirurgia, devem ser aplicados topicamente colírios lubrificantes, de modo a que a superfície da córnea seja protegida da irritação crónica do entrópion. Em casos de entrópion em cachorros até 12 semanas de idade, com risco anestésico mais elevado, poderá estar indicada a realização de suturas temporárias. Estas permitem uma eversão temporária das zonas entrópicas, de forma a prevenir lesões corneais até o animal ter idade para ser submetido a uma anestesia mais segura e realizar a correção palpebral definitiva.